terça-feira, 7 de outubro de 2014

Abriram a caixa de Pandora

Existem coisas que realmente não dão pra aceitar. Entre os absurdos que eu vi hoje nas redes sociais e em conversas, há algumas que realmente não entendo de onde essas pessoas tiram essas pérolas.

Fanáticos- partidários criticando o fanatismo alheio, pessoas abastardas dizendo que são necessitadas, gente detonando partido A ou B (embasando suas críticas em informações atreladas à corrupção), declarações de cunho preconceituoso e discriminatório de pessoas que passaram pela Universidade e de quem se espera um grau de esclarecimento cultural maior, mães criticando o governo porque o mesmo deu ênfase à Educação.,, E por aí vai!

Se isso fosse um filme eu chamaria: A gaiola das loucas!

Nossa sociedade está completamente doente. Nosso discernimento está comprometido, tenho certeza. Jesus já pode voltar, por favor o quanto antes. Esse mundo não tem mais salvação, infelizmente.

É o começo do fim ou fim do começo!
Fatidicamente: caos intelecto/social/cultural/mental/político/ético/moral...

Jogo Rápido

Marina anuncia apoio a Aécio Neves no segundo turno - Eu já sabia! Ela terminou de se queimar com essa.

Índios isolados são tema do Profissão Repórter, na Globo - O homem branco não se cansa de devastar a cultura indígena!

Campanha eleitoral recomeça (se é que acabou algum momento) nas redes sociais - Não vejo a hora desse infortúnio acabar!

Coisas de uma jornalista

O saldo de um dia na capital: meu ilustre Diploma em Comunicação Social, dois livros sobre Jornalismo. Aliás três! O outro é o livro da Jornalista Ana Paula Padrão, "O amor chegou tarde em minha vida", que não deixa de ser sobre o Jornalismo.








E um encontro com uma amiga querida. :)

E chega de capital! Eu gosto é do meu Acari. 

domingo, 5 de outubro de 2014

Um lugar chamado Acari

Política é um troço complicado de se entender. E como jornalista, eu não posso e não devo, deixar de perceber isso tudo. Pois, um jornalista é na verdade um contador de história; e os acontecimentos políticos e seus eventos são (principalmente numa cidade de interior) um fato histórico.

Logo à tarde a rua principal já estava bem movimentada, um fusiê de gente, carros... Quando se aproxima o final da tarde um foguetório no céu é capaz de causar alvoroço nas pessoas, a curiosidade de um gera o boato do outro.

É incrível! O sol lá fora tá pegando fogo como se diz por aqui. Mesmo assim, as pessoas passam o dia andando, conversando, há quem faça reunião de amigos em casa, na calçada (mais numa comemoração fraterna, que propriamente na pretensão de votar e pensar na importância deste dia pra democracia do país). Até porque esse é o momento de voltar à terra para rever os amigos e familiares.
Pronto, deu 17h! Aí parece que todos os ânimos se afloram.  O que parece é que a pessoa passou o dia todo com a “boca amarrada” com uma mordaça, e o grito que estava preso agora pode ser liberado. Sobe gente, desce gente! Começa a boataria: Fulano está na frente, beltrano ganhou num sei onde. É um disse me disse... Chega a ser um pouco cômico pra quem está de fora só observando.

De repente um furo jornalístico se espalha rapidamente. Não sei quem foi o repórter que conseguiu tal feito! Mas, num instante (antes das urnas serem computadas totalmente) todos já sabem quem ganhou na cidade e qual foi a maioria.

Daí por diante é alegria de uns e tristeza de outros! É mulher pulando na beira da pista, é moto correndo desgovernada - no meio da multidão - buzinaço, fogos, demonstrações das mais variadas e interessantes possíveis.


Vale a pena observar! O ser humano quando tomado pela paixão (seja ela qual for) é uma das expressões mais genuínas e criativas que eu já fui capaz de presenciar.

sábado, 4 de outubro de 2014

Domingo é dia de verde e amarelo


Olá, meu povo!

Dia de eleição é super especial. Um dia que eu me sinto super poderosa, pois exerço o meu direito de cidadã. Por isso, eu não vendo nem empresto meu voto - ele é só meu. 

Portanto, com todo orgulho amanhã é dia de ser brasileiro e ajudar o meu país a caminhar pra frente.

E eu já escolhi a minha bandeira, a minha cor e o meu partido.

Amanhã eu vou votar vestida de BRASIL! #simbora


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Pelo nosso Brasil


Depois de tanto falatório, chegou o grande dia. É hora de colocar a mão na consciência, e esquecer as picuinhas. O domingo (dia 05) é o dia principal para fazermos valer a nossa vontade como cidadãos. Amparados pela Constituição Federal de 1988, temos todos o direito e o dever de escolher nossos representantes. Lembremos (na hora de votar) de toda a nossa decepção, das reivindicações. Lembremos de todos os problemas enfrentados pelo nosso país e pelo nosso estado. São tantas mazelas sociais, não é mesmo?

É hora de analisar os candidatos, sua vida pública, seus mandatos e sua postura social e cívica! É hora meu amigo, também de esquecer a paixão partidária que nos cega. Esqueça os cordões! Eles são tantos... Não vote pela cor do seu partido, vote pela força de sua indignação e pelo o que a sua razão julga ser o correto. Já dizia a música de Geraldo Vandré: quem sabe faz a hora, não espera acontecer. 

Faça você a sua parte!

Não importa o que as pessoas ao seu redor falem, na hora de votar- estaremos apenas nós, nossa consciência e nossa vontade de ver o Brasil melhor, com menos corrupção e maior bem estar social e econômico.
Eu tenho uma convicção comigo mesma: voto em quem quero! Não importam as relações de amizades, de gratidão ou o pedido de alguém. Pois, nossos amigos de verdade querem o nosso bem, à gratidão retribuímos com gestos e com o respeito – não com o voto. Eu acredito na força de liberdade de escolher o que se quer. Deixe que cada um tome a sua decisão.

Gostaria que essa eleição, mais do que nunca, representasse para nós brasileiros a esperança de tempos melhores e mais justos. Por isso, no domingo, seria muito bonito ver as pessoas esquecerem das cores pelas quais brigaram a campanha inteira. Seria muito nobre ver que as brigas deram lugar a vontade de união pelo Brasil. Porque se lutamos pelo nosso país, lutamos por nós mesmos. Não pelo bem de um ou outro, pelo bem de quem comunga com a minha bandeira. A política de verdade, se atém do bem de todos e /ou da maioria. Esse é o sentido da democracia genuína.

Para tanto, peço a cada um que lê esse texto, que ao despertar pela manhã do dia 05 de outubro; esqueça todo esse sentimento mesquinho de corrida pelo poder, que nos fizeram acreditar ser política. Esqueça os insultos, os palanques e aquela alegria que sentimos quando vemos um dos “nossos” respondendo às provocações de quem achamos ser contra nós.

Esqueça tudo isso!

No domingo, dia maior da democracia brasileira, acorde com vontade de ser brasileiro, de ter orgulho de viver em um país melhor e mais justo. Pense em todas as propostas e avalie racionalmente, quem realmente pode e quer ajudar ao Brasil.

Gostaria que neste domingo, nas ruas não houvessem bandeiras a não ser a verde e amarela. Gostaria que neste dia 05 ninguém ousasse vestir-se com nenhuma cor, além da nossa. Convoco a você leitor, que torce pra que nossa nação siga no caminho da verdade e do verdadeiro progresso; a ter uma atitude mais patriota no domingo. Seria muito bonito ver as ruas enfeitadas com as cores da nossa gente. Convoco você a tirar da gaveta uma camiseta da cor de nossa bandeira, e ir manifestar a sua decisão, vestido de Brasil – de corpo e alma. Uma forma de manifestar o seu verdadeiro propósito, que é ver o Brasil caminhando e cantando para tempos melhores.

E pra não dizer que não falei das flores... “Somos todos soldados, braços dados ou não”.

É hora de darmos os braços e lutarmos (juntos), com a nossa maior e melhor arma, o voto.

Eu já escolhi o meu figurino de domingo, e você?

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Justiça autoriza obra que aponta homossexualidade de Lampião, sim e daí?

Todos os dias eu ouço algo do tipo: “Não tenho preconceitos, mas Deus me livre de ser gay”.

Oi, você não tem preconceito? Kkk...  Não é o que seu discurso fala. O brasileiro é muito tradicional, moralista e discrimina facilmente, por qualquer motivo banal.

Pensemos só um pouco! Quantos conceitos temos dentro de nós sobre os mais variados temas: mulheres, homens, idade, relacionamento, renda, aparência física... 

São tantos, que eu passaria o dia inteiro citando. Então as reticências cabem melhor e dizem tudo.

Nós não estamos preparados para aceitar o diferente, isso é fato. E aí, eu também me incluo (infelizmente), porque também sou produto desse meio, mesmo lutando muito contra isso, às vezes, ainda me envergonho de determinados pensamentos ou palavras que escapolem.

Nós mulheres somos um ótimo exemplo disso, já que muitas vezes denunciamos o machismo, mas em outras tantas, nos calamos perante ele (uma forma de aceita-lo). Algumas vezes, manifestamos determinadas posições machistas contra nós mesmas ou contra outras mulheres. Não me diga que nunca fez isso porque certamente já!

Acabo de ler uma notícia que mudará História!
"Justiça autoriza obra que aponta homossexualidade de Lampião"



Sim, e daí?

Lampião é uma figura emblemática, muito ligada ao Nordestino e à figura do cabra macho sertanejo. Mas, acredito que independente de sua orientação sexual, ele continuará sendo. Na verdade, a sexualidade de alguém não o define, pois isso é apenas uma característica de seu caráter afetivo. Acho que está na hora de aceitar mais e julgar menos.
Independentemente de sua sexualidade ou de qualquer outra caraterística ou escolha pessoal, Lampião teve sua história marcada no cenário do cangaço. Tem quem o admire por isso ou por aquilo e pronto. Não acredito que sua valentia, por exemplo, possa ser mudada simplesmente por causa dessa hipótese, até porque nunca ouvi dizer que homens ou mulheres tenham sua valentia medida pela escolha afetiva que fizeram. Isso é loucura!
Já tive o prazer de conviver com muitos homoafetivos, que diga-se de passagem, mais corajosos ou "machos" (acho esse termo muito preconceituoso, por isso as aspas) do que muito heteroafetivo. Estes muitas vezes (não generalizando) sem caráter e fraco em suas ações e posições.
Procure por exemplo nos índices, quantos homoafetivos (homens) estão envolvidos em violência contra a mulher! Eu acredito que devemos começar a analisar as pessoas a partir de outros critérios.
Se Lampião era gay ou não, isso pouco importa.
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