quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Um 2015 iluminado para todos nós


No primeiro post deste ano gostaria de falar sobre algo (que em minha opinião) julgo simples e ao mesmo tempo essencial em qualquer relação humana: respeito! 

Quando um ano acaba e outro termina somos tomados pelo sentimento de frustração por tudo que sonhamos fazer naquele ano e não conseguimos, mas também uma esperança imensa nos inunda a alma. Em nosso íntimo algo anseia por mudanças boas, pretendemos que aquele novo ano nos traga tudo o que não conseguimos alcançar e muito mais...

Eu sou assim e você provavelmente também!

Janeiro é sempre um mês de começos; de planejar e também por fim ao que não está dando certo. É bom que deixemos pra traz o que não serve e nem acrescenta à nossa vida. É assim que eu penso, é assim que eu tento ser.

Algo que me inspira o ano todo e que está comigo de janeiro a janeiro é a minha fé! E é falando sobre fé que eu quero chegar ao respeito, que falei anteriormente. Por quê? Porque em minha experiência espiritual, percebi que o respeito é algo imprescindível. Respeitar-se, respeitar o outro, temer a Deus... Tudo isso nos leva às situações onde o respeito deve ser mantido e perseguido. Eu não posso me amar nem amar ao próximo se não me respeito, nem ao outro. Eu também não posso amar a Deus, se não me respeito.Já que sou criatura amada do próprio Deus. Uma coisa leva à outra!

É aí que entra o mote sobre o qual desejo falar nessas linhas. O respeito nasce do amor mútuo, entre as pessoas, as coisas e Deus. Não imagino qualquer relação (de trabalho, entre amigos, entre cidadãos), sem a presença pacífica do respeito. É é sobre isso que eu quero chamá-lo à uma breve reflexão, meu caro leitor! Porque eu assim como você (imagino), me sinto insatisfeito com as mazelas que vivemos no mundo real. São mazelas da alma, físicas. A falta de respeito com o outro é gritante. Seja em nossas famílias, em nossas comunidades ou em cenas de guerras que assistimos indignados na TV.

Sobre isso gostaria de citar o episódio recente que a França viveu com o ataque à revista "Charlie Hebdo". O episódio todo (enfatizo:em minha opinião), foi marcado pela falta de respeito. Deus é amor! Suas palavras falam sobre isso e pregam isso. Não importa a religião, nunca encontrei um indício do contrário. Apenas, em muitos casos, nós fazemos interpretações equivocadas dos escritos sagrados e com isso distorcemos os ensinamentos preciosos que estão ali contidos. Condeno quem "em nome de Deus" prega a guerra, a discórdia, o desamor e a maldade. Veja bem, sou jornalista e coaduno com a ideia de liberdade de expressão, desde que ela não fira o direito do outro (e aí sei que o limite é bem tênue), porque sempre achamos maiores e melhores os nossos motivos em relação à posição do outro.

 Não vejo lado certo nesse terrível fato, pois ninguém (por mais esclarecido que seja) pode concordar com uma liberdade de expressão que subjuga alguém ou à sua fé. Inclusive pela realidade já conhecida de que religião que  sempre foi motivo de discórdia e conflito, desde os primórdios da humanidade. Contudo, o fundamentalismo também não pode ser usado como base para ações terroristas,com o intuito de impor suas ideias e comportamentos, seus preceitos. O que vejo nisso somos nós intolerantes respondendo com intolerância, à intolerância alheia. 

Portanto, quis começar o ano postando sobre essa que é mais que um pensamento ou uma vontade; um desejo ou uma prece - é uma atitude que devemos buscar diariamente. Eu quero persegui-la por apostar no poder que sua aplicação tem em mim, ao meu redor e no mundo inteiro. Espero que esse seja um mantra que se espalhe mais e mais. Para que episódios como esse diminuam significativamente e, dessa forma, a mensagem do bem pregada por todas as religiões se propague nos corações de todos nós. Precisamos ser mais espirituais e menos religiosos! 

Muita luz para todos nós em 2015!

"A religião é antessala da espiritualidade, ela é o território da oração, da partilha. Mas a espiritualidade é que reveste de sentido tudo isso." Fábio de Melo, Discípulo da Madrugada.

domingo, 23 de novembro de 2014

Na noite de sábado em Gargalheiras: o poeta "Cazuza" estava vivo

O evento em homenagem a Cazuza foi um sucesso.


Numa noite regada a sucessos de Cazuza, o Bistrô em Gargalheiras levou muitos fãs do astro a vibrarem com suas belas canções. O clima de rock e nostalgia, literalmente, nos fazia lembrar do título de umas das músicas do Barão Vermelho, banda que Cazuza participou durante algum tempo: "O poeta está vivo".

O grande homenageado da noite "Cazuza" faleceu em 7 de julho de 1990, deixando clássicos da música brasileira como: "Exagerado, "Pro dia nascer feliz", "Ideologia", "Codinome beija-flor"... Muitas delas em parceria com Frejat . Ele é considerado um dos mais brilhantes cantores e compositores do Brasil, e ontem sua obra foi vivida intensamente pelos que prestigiaram o evento em Gargalheiras.

Cazuza também ficou conhecido por ser rebelde, boêmio e polêmico, tendo declarado em entrevistas que era bissexual. Sua personalidade única lhe rendeu muitos contratempos, mas também muitos fãs. No ano de 2008, a revista Rolling Stone promoveu a Lista dos Cem Maiores Artistas da Música Brasileira, o resultado colocou Cazuza na 34ª posição.

Cazuza ainda é lembrado como ícone da música brasileira.



O som ficou por conta da banda acariense "Tributo Livre", que com muito talento fez a galera cantar e dançar com os sucessos do poeta Cazuza. O evento foi um sucesso! Os organizadores do evento prometeram um novo tributo,  e o próximo homenageado ainda será definido.

A banda "Tributo Livre" embalou os fãs de Cazuza.




Mais sobre Cazuza!




quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Um amor como nos tempos de cólera pra nós



A referência ao romance (Amor nos tempos de Cólera, obra de Gabriel Garcia Márquez transformada em filme), beira o antagonismo, visto o que eu tenho a dizer. Essa obra é belíssima, vi e revi o filme várias vezes. Mas, o amor retratado por Gabriel não é o mesmo do qual eu falarei. Na verdade, bem queria fosse...


O lirismo e romantismo da estória "dos tempos de cólera", é aquele com o qual sonhamos acordadas ( a maioria de nós mulheres), ele sobrevive a tudo, inclusive à cólera. Já disse o poeta! Rsrs... Já os sentimentos do nosso tempo presente, não sobrevivem nem a um click mal interpretado no Instagran. Pois é, tempos modernos, pessoas "modernas" (que se contradizem o tempo todo nessa modernidade) e romances modernos. TUDO TÃO DIFERENTE!

Hoje em dia receber uma carta, bilhete, até mesmo um email é coisa raríssima. No máximo uma curtida na sua foto ou uma frase rápida pelo wathsapp tá de bom tamanho. Pra eles né? Porque para nós mulheres (a maioria com as quais converso) isso tudo está bem sem graça. Estamos vivendo uma crise de solidão acompanhadas. As pessoas que estão perto, nunca nos dão atenção. Na verdade estão de corpo presente, e os dedos e atenções voltadas para as redes sociais. É um afeto irreal e impossível, pois se promete tanto com palavras virtuais e se cumpre tão pouco em gestos e ações...

É que hoje não há mais espaço para conversas olho no olho, para a conquista, olhares desinteressados. A maioria quer um relacionamento sem cobranças, sem sentimentos (porque se apegar é piegas). Ninguém quer ter trabalho: marca o encontro pelo facebook - daí é só chegar se enroscar com a mulher e bye bye! Como assim não se envolver? Onde fica em botão? Viramos máquinas também? É tudo bem superficial! E não espere um sinal de vida após aquele encontro, são apenas momentos, nada mais. Ah, e não demonstre que gostou. Homens só gostam de mulheres difíceis! kkk... Me poupem! Você pode sentir, mas não pode dizer! 

Os tempos são outros... 

Não se morre mais de amor como no romance de Gabriel Garcia Márquez. Os homens parecem detestar as mulheres. Não dizem, mas é o que demonstram! Não cuidam, não agradam e a maioria está sempre dando um show de egoísmo e má educação em seus relacionamentos. Porque sempre vejo as mulheres reclamando da chatice de seus parceiros. Eles jogam contra e não a favor! Não entendo como dizem "gostar e muito de mulher". Acho que não. 

Ou então morreriam de cólera.


E pra quem ficou curioso sobre o filme, é só clicar e assistir um trechinho.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

É o que dizem por aí

É incrível como somos defensores de bandeiras sem causas! Observo atentamente o quanto os cidadãos se enfrentam nas redes sociais em defesa de fulano ou de beltrano. Normalmente eles não defendem seus irmãos, pais e filhos com tanta veemência, isso me espanta. Porque nunca sabemos o íntimo de ninguém, e até mesmo daqueles que julgamos conhecer, pois sempre esses irão nos surpreender com comportamentos estranhos e inimagináveis!

Mesmo não estando nós em campanha eleitoral ( graças a Deus) uns e outros continuam a ofender-se, e o que é pior, ofender os outros sem motivos ou conhecimento de causa. São apenas (como sempre) "disse e  me disse" de práticas cotidianas e interioranas. Tudo é motivo! 

Uns defendem um pendão, outros uma família; são nomes e mais nomes. Pessoas que (em minha opinião) às vezes nem sabem o que andam fazendo em seu nome, outros tantos acho que são coniventes com essas práticas. Gente mais esclarecida, que se aproveita da paixão e inocência dos mais humildes,  e que fazem de suas convicções pessoais objeto de guerra.

Infelizmente, isso na prática política e administrativa no município, do estado ou país não serve de nada. É tempo, sentimentos e esforços jogados ao vento. Tudo isso seria melhor aproveitado se empregado numa atividade mais produtiva ou quem sabe se usada em uma causa social, traria melhores frutos. Tanta coisa pra se fazer por aqui: é água que falta, empregos, tantos jovens nas ruas sem ocupação ou perspectiva... 

Fico pensando que tanta gente junta faria tanta mudança boa nesse nosso mundo... Basta um pouco mais de consciência, boa vontade e fraternidade. Aliás sobra coisa ruim e falta coisa boa, pra falar a verdade. Não adianta a gente falar mal dos outros só por falar, se pelo menos isso ajudasse a melhorar alguma realidade, de certo passaria de bobagens à mudanças.

Nada muda.

Pense nisso.

domingo, 9 de novembro de 2014

Sempre abertos ao conhecimento

Todos os modos de discriminação são burros. Sejam eles quais forem, pelos motivos que forem. Tenho visto manifestações contra o preconceito das mais variadas. E esses dias algo me chamou a atenção: o preconceito sobre o conhecimento, só que de uma forma diferente. Explicando...

Normalmente pessoas muitos cultas e esclarecidas se acham conhecedoras de tudo, detentora do saber. É, ainda existe isso! Mas, percebi que algumas pessoas tem a dificuldade de aprender com os outros, perdem a oportunidade de evoluírem pessoal e profissionalmente por pensarem pequeno. Pessoas que muitas vezes não tiveram a chance de conhecer mais afundo determinados saberes, por vários motivos. E mesmo assim não atentam para a gentileza de alguém detém algum conhecimento específico, expressa em repassá-los, ali de graça, sem ônus.

Essa é uma discriminação em apreender o conhecimento que o outro (mais aperfeiçoado) pode lhe transferir.

Infelizmente, talvez por medo ou por renúncia ao novo, quem expulsa essa possibilidade de sua vida, perde um raro momento de troca de conhecimento muito rico.

Pense nisso.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Toma lá, dá cá

Infelizmente nós brasileiros ainda não encontramos o mastro para navegar pelo caminho da democracia pura. Ao longo da história conquistamos algumas vitórias, é verdade.  Mas, ao término do último debate na TV aberta, entre os candidatos ao governo do RN, minha análise é negativa.

Eu não sou uma expert em política e, é claro, não tenho uma análise assim tão confiável. Mas, como cidadã, jornalista e sem vínculos partidários posso dialogar sobre o tema de forma um tanto aberta e livre.

Os debates deste ano (de um modo geral) foram cansativos de assistir porque não houve nada além de acusações e troca de ofensas (ao contrário do que o mediador acabou de dizer no fim do debate. Ele deveria estar desorientado pra falar isso). Pouco se falou de projetos e de propostas, uma aqui e outra acolá. Infelizmente nem os candidatos nem nós mesmos (brasileiros) estamos preparados para fazer jus aos significados de práticas políticas e democráticas, no que se propõem de mais positivo e nobre à nossa sociedade.


Quem perde com isso: nós mesmos. É como dizem por aí... O país/ estado tem o governante que merece! 

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Acabou-se a farinha, o querosene da cozinha e água do Gargalheiras também

“Pai, acabou-se a farinha, e o querosene da cozinha. No feijão "gurgui" já deu”. Essa linda canção povoa os meus pensamentos sertanejos...

Apesar das mudanças sociais que estamos vendo no Nordeste, nossa situação ainda está bem longe da sonhada. Principalmente aqui no nosso Sertão, as coisas são mais difíceis...
Falta oportunidade de emprego, falta renda, falta água. 

Sempre que vejo alguém comentando desse pessoal que vai tirar safra lá longe no Mato Grosso, e que morre de saudades de casa e da família eu faço uma viagem há um tempo em que nem nascida era. Eu penso num tempo que não vivi, que conheço apenas das estórias que meu pai me conta saudoso.

Naquele tempo, o açude Gargalheiras tinha bastante água. Conta-se que chegou a sangrar com uma lâmina d’água tão grande que a ponte do Rio Acauã era lavada pela água! Meu avô, minha mãe e meu pai trabalhavam numa grande empresa de beneficiamento de algodão que tinha muitas filiais, uma delas em Acari, situada lá no bairro Petrópolis (SANBRA). Conta-se que quando acabava o expediente à tardinha, o sol a se pôr no céu, e aquela ruma de gente descendo a ladeira voltando pras suas casas, após um dia inteiro de labuta.
Uma amiga sempre me conta também do tempo que a rádio difusora funcionava na praça do coreto. Ao ouvir suas lembranças eu embarco e viajo no passado, numa Acari mágica e distante - bem diferente da de hoje.

Eu amo minha cidade! E quando estou longe meu coração sofre de saudade. Por isso me entristeço com a realidade desses homens que deixam (todos os anos) suas famílias aqui e vão buscar emprego em outra região. A gente queria mesmo era viver em nossa terra! Eu sei que hoje temos muitos avanços em tantas áreas, principalmente tecnológicos. Porém, tenho saudade da vedete do Seridó que não conheci. Porque parece que o passado era melhor que o presente! Isso parece ilógico porque na minha cabeça, quanto mais o tempo passa, mais se deve e se tenta evoluir. Então, de alguma forma parece que evoluímos pro pior e isso não é bacana!

Agora, acabou a SANBRA, a difusora e água derrama – fraquinha suas últimas gotas de misericórdia. Quando ela chega aqui em casa, vem tão devagar que parece chorar seu lamento derradeiro. Dá dó! Enquanto escrevo essas palavras meus olhos marejados de lágrimas estão; ouço um triste tilintar. É o som da água que finda. Ela que antes chegava plena, forte em nossas casas - agora sai engasgando do cano. Sabe quando a gente toma um pouco d'água e se engasga? Cospe o que ficou... 

Logo ela, que sempre nos trouxe tanta emoção e alegria, transbordando majestosa sobre a parede do Gargalheiras... Espetáculo!


Fico pensando comigo mesma... Será que Acari (como alguns mencionam de vez em quando) é a cidade “do já teve”?
Web Analytics