quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Na internet tudo tem

Nunca foi tão fácil aprender como atualmente!

Falo isso o tempo todo, e a todo momento. Hoje só não aprende quem não quer. O conhecimento está aberto através da internet, e mesmo para aqueles que não gostam de ler existem outras opções disponíveis.

A internet está sendo cada vez mais utilizada e traz uma gama de opções para o usuário, e o que é mais interessante: quase de graça.

Se você quiser estudar sobre Direito, tem. Se você quiser assistir um filme, tem. Se você quiser ter acesso a livros, tem. Se preferir palestras ou aulas, tem. Até montagens de peças clássicas como as de Shakespeare tem: https://www.youtube.com/watch?v=1b4IAbmjoBg

Meu amigo, a internet é um mundo, basta você saber usar essa ferramenta.


Sobre ser altruísta!

Hoje quero falar sobre altruísmo!

Significado da palavra segundo o dicionário: comportamento encontrado em seres humanos com os quais as ações voluntárias beneficiam outros.

Ok. Particularmente acredito muito nesse tipo de ação, e cada vez mais... Quanto mais estudo e aprendo percebo que uma sociedade só evolui se cada um de nós puder doar um pouco de si ao outro, seja da maneira que puder.

Sei, embora, que ser altruísta não é nada fácil. Mais ainda nos dias de hoje - que temos tantas ocupações, tantas distrações e quando estamos muito voltados para nós mesmos. Porém, é válido buscar dentro de nós algum espaço para contribuir. E são tantas as maneiras que existem, que basta pensar um pouco e já encontramos alguma.

Eu, particularmente, sempre pensei sobre isto e analisava uma forma de (voluntariamente) me sentir atuante como cidadã. Mas, confesso, é uma atividade que demanda tempo e dedicação, e que nos pede motivação para nós mesmos e para os demais.

Desde que comecei a dar Oficinas de Redação para o Enem (há umas 4 semanas atrás), vi nesse projeto uma oportunidade de passar o pouco que sei sobre o tema as outras pessoas, meu gosto pela escrita, minhas experiências com a Redação do Enem. Vi que poderia servir para ajudar!

Sinto-me bem e feliz cumprindo este papel, mas percebo que a atividade é bem sofrida, porque enfrenta algumas dificuldades diárias. Alguém me sugeriu que eu cobrasse pelas oficinas, mas acredito que perderiam a razão de ser.

No final, sinto-me agradecida por fazer a minha parte!

Espero que você também possa fazer a sua. 

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Sobre o ensino público no Brasil

Qual o verdadeiro problema da escola pública brasileira?



Segundo a filósofa contemporânea Viviane Mosé a escola pública no Brasil adota uma metodologia fragmentada, que aliena os alunos e não ensina- os a refletir seus problemas e as deficiências da sociedade como um todo. Ainda para ela, a escola brasileira precisa passar por uma mudança conceitual,  pois não traz a própria vida para o debate de sala de aula - e os estudantes - acabam por expressar uma passividade, a qual impede de se transformarem em cidadãos mais atuantes.

A escola tem um papel importantíssimo na formação das crianças e adolescentes. É naquele espaço que a pessoa tem seu primeiro contato com um mundo externo (fora de seu lar), quando começa a dialogar com o mundo e com as outras pessoas e coisas. A escola precisa ser um lugar de crescimento, aberto, livre e seguro - onde esse indivíduo possa aprender a relacionar-se, a pensar, refletir e atuar da forma mais ética possível. É bem verdade que a escola dá a sua contrapartida e precisa de uma parcela substancial da família, que é de fato quem educa o indivíduo. Não podemos pensar escola sem família!

Contudo, a escola no Brasil passou por diversas etapas até chegar ao modelo que é atualmente, dentre eles, quando já teve um bom ensino, porém se configurava como uma escola dita "Para todos", quando tinha na verdade um caráter elitista, e apenas uma parcela poderia ocupar os seus bancos. Logo depois, transformou-se e adotou um modelo inspirado na educação militar, impondo conhecimento, exigindo notas através de provas, disciplinas e trazendo um conhecimento emoldurado por grades. Ou seja, algo inspirado na cultura de punição, ideia abordada pelo filósofo Michel Foucault em sua obra "Vigiar e Punir".

O conceito defendido por Viviane Mosé (que é também psicanalista e especialista em políticas públicas), traz uma escola que aborde uma metodologia mais crítica, que possibilite formar um cidadão que pense, articule e haja. Para isso, é importante que a sociedade passe a discutir e debater esse modelo vigente e busque novos valores para a Educação. A sociedade também deve sugerir políticas públicas que possibilitem de fato a implantação desse novo modelo. É importante também conscientizar pais e alunos de que a Educação do país - assim como o próprio país - só irá pra frente se todos arregaçarem as mangas e fizerem a sua parte. 

O problema da escola pública no Brasil é complexo, pois passa por uma metodologia obsoleta (que não se encaixa mais na ideia de sociedade atual), é de ordem prática - quando analisamos os investimentos em Educação e no subsídio do professor e é de ordem social e ética, pois a escola é composta de pessoas e estas (todas) devem dá a sua contribuição na solução do problema. Se cada um pensar o problema como seu, a escola pública brasileira poderá avançar. E acredite, os frutos serão infindáveis!


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Nada mudou

A rede social mais utilizada no Brasil é o facebook, já dizem os dados que correm por aí. E nunca antes ele havia sido tão usado em campanha eleitoral, e já que dizem que na internet pode tudo - o rol de possibilidades foi grande.

Nos últimos dois meses tivemos muito bate boca nesse canal, assim como se alastraram fotos, convites para eventos, vídeos bem produzidos ou não, transmissões ao vivo... Uma infinidade de comentários e ofensas, troca de farpas e o que foi mais importante - promessas de que ao final tudo ficaria bem.

Bem, hoje é 03 de outubro. Ontem foi o grande dia, o povo foi às urnas e escolheu quem realmente quis. Tirando aquela "ajuda", que sabemos ainda existe bastante na hora de influenciar o voto das pessoas; imaginamos que a vontade do povo foi soberana! Pelo menos é o que a teoria dita!

Hoje, passado todo o burburinho, abro a página no face e para minha "surpresa" encontro: comentários, ofensas, trocas de farpas... Muitas diretas, outras tantas indiretas. Satisfações sendo dadas, ponderamentos, posições... A falta de respeito entre ambas as partes se perpetua, o desrespeito é escancarado. Percebo que a certeza da impunidade reitera a prática.

O circo continua montado, e no picadeiro como sempre: o povo.

Pensei rapidamente! 

E as promessas de que após o dia 02 ficaria tudo bem, onde estão?

Se nem as promessas dos eleitores estão se concretizando, imaginemos as outras...





domingo, 2 de outubro de 2016

De Hoje


Percebi algo muito interessante hoje na escola em que votei. Após votar, esperei um pouco lá nos corredores, aguardava minhas primas votarem. Por ali passaram muitos, entre e sai de jovens, adultos e crianças. Gente trabalhando, votando, passeando...

Interessante notar as relações que se criam numa campanha de interior; conhecidos que se desconhecem agora, desconhecidos que se tornam melhores amigos também.

Prestando bem atenção a "amizade" é algo bem seletiva nesse período. As pessoas se agrupam pela cor da roupa que vestem, trocam sorrisos e cochichos e se entreolham quando um ou outro passa. Foi uma amizade adquirida a grandes custos: pula pula atrás do paredão, conversas sinceras nas redes sociais, áudios vazados pelo whatsapp ou simplesmente um boato compartilhado com alguém em quem você confia bastante e poderá "sempre" contar ao longo da vida.

É interessante observar os meandros disso tudo de fora. Boa expectadora que sou, um dia conto tudo num livro de "ficção", claro! Para que não tenha eu problemas com a Justiça. 

Porque na "terra que o boi voou", não se pode falar nada; principalmente a verdade. Isso dá um problema danado! 

Enfim é dia 2

Pronto, chegou o grande dia! Dia de votar e ver a mágica acontecer...

DEPOIS DE HOJE, as pessoas voltam a ser quem dizem ser, os casais fazem as pazes, os familiares se amigam, os amigos voltam a conversar, na hora das refeições se dita outros temas, Acari procurará outro assunto pra colocar em pauta.

Nos último dois meses o ódio, o partidarismo, os fuxicos e as intrigas moraram aqui. É cada estória troncha, é cada cena doida e é cada palavra mal dita e mal escrita, que mais parece novela das 21h. Daquelas que de tão surreal você acaba achando que tem algo de verdade e de comum com a vida que leva.

Entre ano e sai ano e tudo se repete. Que bom que hoje é dia 02! Dia demorado pra chegar... Vai logo, por favor!


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Ontem, hoje e sempre

Artigo escrito e publicado em 2014, e infelizmente, ainda muito atual.


A cada dia eu comparo o clima político-partidário que se instaurou em Acari (nos últimos anos) com o fanatismo e a intolerância religiosa. Agora, mais que nunca, o desacordo colorido do cenário eleitoreiro acariense se transformou em motivo de guerra. Uma guerra declarada e aberta. Que não escolhe personagem, mas que pode favorecer à personagens e mártires inesperados.

Ultimamente as ruas e os lares de nossa terra foram tomados por canhões e balas trocadas. Numa cidade, que de tão pequena, chegamos a conhecer a todos pelo nome, o nosso vizinho tornou-se - de repente - um terrorista capaz de nos atingir a qualquer momento. Um inimigo!

Não quero entrar no mérito e no julgamento (que cada um e todos fazem todo dia), porque nos discursos apaixonados não cabem (e aí digo de ambos os lados), olhar para o seu próprio rabo e reconhecer em si um pensamento/fala proeminente de uma manipulação que fazemos interiormente, e com isso, interiorizamos e reafirmamos nossas convicções. Assim sendo, em nossa mente e coração estamos sempre certos. O nosso partido é o melhor, nossos representantes são os mais éticos e nossas bandeiras as mais justas!

Não se engane meu caro, você quando profere suas ofensas ao seu amigo de outrora, está expelindo o que tem de mais cruel, disfarçado de boas intenções e sentimentos puros. Você reitera sua opinião aos quatro ventos, sem entender como o outro (seu amigo de antes e agora oponente) não comunga de sua fé. E falando em fé, não tentemos julgar se não queremos ser julgados. Esse é preceito básico da vida espiritual! 

Quero fazer-lhe um chamado; você que vai todo domingo à missa (por exemplo), e que sem perceber quebra seu pacto com Deus e com a fé, ofendendo seus irmãos e usando de “sua boa fé”, para incitar o pior sentimento (por causa de "política" ou de qualquer outro motivo banal), que a humanidade já foi capaz de permitir-se: o ódio. Pense e repense se está no caminho correto!

Não esqueça dos exemplos que fomos capazes de produzir com nossa bondade humana. São holocaustos pontuais e diários - guerras mundiais, que explodiram vidas num cogumelo nuclear nipônico, que em nome da paz, fez apenas uma coisa: guerra.

Você acha que está certo: julgando, criticando, se defendendo às custas da derrota e rebaixamento dos outros (sem respeitar os costumes sociais), se declarando a você e aos seus inocentes? Não esqueça você que até Hitler reconhecia em si uma forma pura de reafirmar a sua doutrina, mesmo que pra isso fosse preciso exterminar milhões de pessoas, pelo simples fato  desse alguém PENSAR DIFERENTE do que ele julgava certo.

Portanto, tenhamos cautela com o que nossas bocas e corações proferem ser o caminho a ser seguido, pois todos os ditadores antigos ou recentes tinham e têm consigo mentes tranquilas com relação às decisões arbitrárias, que tomam e defendem. 

Deus nos deu um bem precioso chamado livre arbítrio; cabe a cada um de nós arbitrar livremente da maneira mais justa possível, pensando não apenas em nós, mas nos outros também. Porque o seu filho é o outro para mim, da mesma forma que eu sou “o outro” para você.

Não façamos de nossas vidas “intifadas acarienses” encouraçadas de bons motivos e recheadas de ódio e política distorcida. Tenho medo, muito medo desse discurso inflamado, que tenho visto por aí. As redes sociais se transformaram em praças de guerras. Um lugar onde deveríamos celebrar e estreitar relações sociais modernas.

Nossas palavras e línguas são como canhões que podem causar ferimentos mortais, eles podem ir além da morte, pois ferem o corpo e atingem a nossa alma. Suas sequelas são infindáveis e incalculáveis! 

Receio acordar um dia e me deparar com um fanático (ex amigo meu) se explodindo em frente à igreja matriz. Porque da intolerância de um homem bomba, que vocifera sua fé sequestrando aviões, e amigos que se enfrentam em tom de ira - após uma celebração de fé cristã, ou após uma manifestação partidária – infelizmente não vejo diferença alguma. 

Ambos são tolos, pois não aprenderam que a religião e os partidos apenas segrega-nos, assim como a política que vocês estão defendendo a "ferro e fogo". O que tenho a dizer é algo bem simples e de fácil constatação: o maior ensinamento espiritual que já conheci até hoje – une, integra e faz bem. Sabe do eu estou falando? De um sentimento que pouco temos enaltecido ultimamente em nossa terra. 

Falo sobre amor!
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